Relatório de blockchain na américa latina

Atualizações regulatórias e no ecossistema em 2025

Blockchain na América Latina 2025: um olhar atento à realidade na prática

O cenário da blockchain na América Latina está em plena expansão, ganhando força à medida que mais países se agregam a esse ecossistema. A partir das formas criativas de adoção e o estabelecimento de regulamentações, os latino-americanos vivenciam oportunidades, inovações e inúmeros desafios que exigem atenção de seus governos para que participar desta rede seja acessível a todos.

Em tempos de hiperinflação, corrupção e desconfiança nas instituições tradicionais, a tecnologia blockchain e as criptomoedas, especialmente as stablecoins, são vistas não apenas para proteger bens tangíveis e intangíveis. 

A tecnologia também oferece uma solução viável para promover inclusão financeira, aumentar a transparência e segurança, além de otimizar cadeias de suprimentos e o comércio. O blockchain também pode facilitar o apoio a causas sociais e ambientais, permitindo que doadores internacionais contribuam facilmente com organizações beneficentes.

Pensando nisso, o Relatório de Blockchain na América Latina 2025, já em sua sexta edição, traz uma perspectiva ampla, detalhada e atual sobre a situação regulatória, além das aplicações e inovações da blockchain na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, México, Paraguai e Peru.

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Como a América Latina está moldando o futuro do ecossistema blockchain?

Apesar do avanço rápido do  cenário regulatório em alguns países da América Latina, as diferentes realidades sociais, econômicas e políticas de cada região impactam nas motivações, velocidade e estratégias da implementação da blockchain, transformando o ecossistema de blockchain em um mosaico dinâmico.

O Chile, por exemplo, aprimorou a Lei Fintech 2024 a partir de um framework que  estrutura e regulamenta o uso de ativos digitais – afinal, em 2024, 18% da população já teria usado ou possuía criptomoedas  e o número e startups de fintech e cripto cresceu 16%. 

A Colômbia é uma estrela em ascensão no cenário das criptomoedas, com cerca de cinco milhões de colombianos — o equivalente a 10% da população — já utilizando moedas digitais, um crescimento de 17% só em 2024.

Além disso, o país tem avançado na integração entre o setor cripto e o sistema financeiro tradicional. Um exemplo disso é o lançamento da Wenia, plataforma da Bancolombia, o maior banco do país, que permite transações com criptomoedas como Bitcoin, Ether e USDC.

Já a Costa Rica é movida por motivos diferentes ao que é comum à maioria inserida nesse contexto, com foco em inovação financeira, remessas, turismo e iniciativas da comunidade tecnológica. E ainda que seu governo seja amigável à adoção de criptomoedas, seu processo regulatório não tem uma evolução clara.

Inversão entre Brasil e Argentina

Ainda que o Brasil seja o maior mercado de criptomoedas na América Latina, a Argentina é considerada como o país que melhor consolida a regulamentação e a adoção das moedas digitais. Inclusive, o relatório destaca que a Argentina é o país líder na América Latina em recebimento de criptomoedas, recebendo USD 91 bilhões entre julho de 2023 e junho de 2024.

Luiz Eduardo Abreu Hadad

“Vemos oportunidades enormes com a Web3 nos próximos anos na América Latina, pois ela representa um fio de esperança em tempos de hiperinflação, corrupção e da falta de confiança em governos e instituições. A tecnologia também promove a inclusão social e novas chances de mudarmos a nossa realidade”. – Luiz Eduardo Abreu Hadad , Lead Researcher.